HIROSHIMA HOJE

“Sua viagem para Hiroshima pode contribuir para construir um mundo de paz e esperança no futuro”.

O dia 6 de agosto de 1945 era uma segunda-feira. O dia em HIROSHIMA estava ensolarado, sem nenhuma nuvem. A temperatura estava em 26,7ºC, a umidade relativa do ar era de 80%, um dia que prenunciava o verão intenso. Mesmo o Japão estando em guerra, o dia-a-dia da cidade seguia normalmente. Às 7h9m, alertada pelas sirenes, a população se escondeu nos abrigos antiaéreos. Às 7h31m, com o fim do toque de recolher, todos voltaram a seus afazeres. Novamente, às 8h13m, soa mais um alerta de ataque aéreo e, às 8h15m, pela primeira vez no mundo, uma arma nuclear é usada numa guerra. A bomba atômica explodiu 600 metros acima da superfície, formando uma bola de fogo com temperatura interna de 1.000.000 graus. A superfície ao redor do ponto de explosão atingiu de 3000 a 4000ºC. Em um instante, HIROSHIMA se transformou num inferno. Metade das pessoas que estavam num raio de 1.2km do ponto de explosão morreram no dia. Até o final de dezembro do mesmo ano, calcula-se que da população estimada de 350.000 pessoas, 140.000 morreram.

E passaram-se 70 anos após aquele dia.

Únicas cidades na história da humanidade a sofrerem a devastação causada pela bomba atômica, HIROSHIMA e NAGASAKI, são conhecidas no mundo como símbolo permanente da paz e do repúdio às armas nucleares. Todos os anos, no dia 6 de agosto, é realizada uma cerimônia em memória às vítimas da bomba atômica e em nome da paz. Neste evento participam não só japoneses, como também pessoas de diversos países, etnias e religiões que se unem a fim de homenagear as vítimas e orar pela paz.

Eu cresci em HIROSHIMA. Desde criança, vejo as pessoas rezando na cerimônia anual do dia 6 de agosto e nos monumentos às vítimas do Parque Memorial da Paz de Hiroshima. Este cenário que fazia parte do meu dia a dia deve ter nutrido meu temor pela guerra e o amor pela paz.

Atualmente, moro em Tokyo devido a circunstâncias de trabalho e de família. Afastada de HIROSHIMA, penso com convicção que não há outra cidade em que a consciência do valor da paz esteja tão presente. Reconheci que sou uma “autêntica cidadã de HIROSHIMA” e que amo minha terra natal. Dentro de mim vivem meus familiares e amigos de HIROSHIMA, lembranças da infância, aulas sobre paz no ensino fundamental, lindas paisagens naturais do mar e da montanha, pessoas fortes que se recuperaram da calamidade e seus descendentes e, sobretudo, as almas das vítimas que, mais que todos, desejam a paz.

Pode ser que esta HIROSHIMA que vive no meu coração é a que me impulsione. Intencionando fazer algo pela paz, fundei a organização Eachfeelings em 2009, reunindo trabalhadores e estudantes de HIROSHIMA.

Todos os anos, no dia 6 de agosto, realizamos um evento com o tema “A paz que cada um sente e imagina” e, desde 2017, iniciamos um tour que leva estudantes internacionais que moram em Tokyo para conhecer Hiroshima. Membros do Each feelings que são universitários de HIROSHIMA, serviram de guia para apresentar aos intercambistas a Cúpula da Bomba, o Parque Memorial da Paz, etc.

Depois da visita, perguntamos as impressões de todos e trocamos ideias sobre a paz. Como o grupo era formado por pessoas de vários países com diferentes condições e cenários, o conceito de paz é bastante diversificado. É muito estimulante e interessante.

No dia seguinte, levamos o grupo ao Santuário de Itsukushima, que é Patrimônio Cultural da Humanidade, e mostramos a bela paisagem de Aki Miyajima. Tanto para os estudantes como para os membros do Eachfeeling, foram dois dias felizes e cheios de sorrisos.

Se todas as pessoas do mundo visitassem HIROSHIMA, compartilhando com esta cidade o desejo de paz permanente, eu acreditode que as guerras não existirian mais. Venha à HIROSHIMA e compartilhe com familiares e amigos esta experiência única. Sua viagem para Hiroshima pode contribuir para construir um mundo de paz e esperança no futuro.

“You may say I’m a dreamer But I’m not the only one I hope someday you’ll join us”

Por Chiharu Tamaki.

Perfil de Chiharu Tamaki:

Cantora e compositora / Ativista Social / Conferencista / Escritora
Nascida no ano de 1980, em Hiroshima. Começou como atriz e compositora de música para cinema e comerciais. Em setembro de 2014,
lançou o álbum “Eu estou viva” por meio de uma grande gravadora, estreando como cantora e compositora.
Por ter nascido em Hiroshima, sempre teve grande interesse pelas atividades ligadas à paz, fundando em 2009 a “Eachfeelings Project” (atualmente Fundação Each), da qual é representante. Organiza eventos pela paz e atividades voluntárias em Hiroshima e em todo país.
Durante 10 anos, realizou atividades de apoio aos intercambistas da Ásia, tornando-se “Host Mother” (anfitriã) de 36 estudantes. Em janeiro de 2014, os 10 anos de atividade como “Host Mother” foram reconhecidos, recebendo o “5º Prêmio Força Jovem” da Associação Japonesa Liderança Jovem. Aproveitando a experiência como anfitriã, atualmente dá palestras em prefeituras, escolas, universidades, empresas e é professora em caráter esporádico de Comunicação Intercultural, na Universidade Feminina de Yasuda (Hiroshima).
Em agosto de 2015, lançou o “Gyoza Joshi (Garota que gosta pastel jiaozi)”, um guia onde ela mostra o apreço pelo gyoza sob uma ótica feminina, recomendando seus restaurantes preferidos. No dia 26 de agosto de 2015, esta publicação ficou em 1º lugar na categoria “Guia de Restaurantes”, do ranking da Amazon Japan.

Edição: Hideto Takishima
Tracucao: Edna Sato
GUIA DO JAPÃO- www.guiadojapao.com
O seu guia de viagem no japao, operado pela Earth Design Co.
Agência de Viagens e Operadora de turismo no Japão.

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